Olhar pela Lente

Data de início do projeto: 9/1/2018 • Data de fim do projeto: 12/6/2018 • Responsável: Pedro Alves • pmalves@porto.ucp.ptLocalização: Vila Verde (Braga)

“Olhar pela Lente” foi um projeto de educação pelo cinema realizado durante o primeiro semestre de 2018 em Vila Verde, no distrito de Braga (Portugal). Proposto e dinamizado na Escola Secundária de Vila Verde (ESVV) e apoiado pela Câmara Municipal local, o projeto integrou o “Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar”, coordenado pela Comunidade Intermunicipal do Cávado. Ao ser financiado pelo Programa Europa 2020 através do referido Plano, o projeto contou com serviços de capacitação e material de filmagem (câmaras, objetivas, tripés e sliders), de iluminação (kits de iluminação e refletores) e de som (microfones) exclusivamente adscritos ao projeto.

Apontando à equidade, igualdade de oportunidades e formação de qualidade destacadas na missão do projeto educativo da ESVV, o “Olhar pela Lente” assumiu como áreas de intervenção prioritária a melhoria dos resultados escolares dos alunos e a elevação dos seus patamares comportamentais, motivacionais e culturais. Os dois formadores externos contratados (professores universitários na área do cinema) trabalharam com 5 professores (equipa interna) da ESVV e com cerca de 160 alunos procedentes de 7 turmas do 10º ano de áreas não-artísticas do ensino regular (Humanidades) e profissional (Contabilidade, Informática, Psicossocial, Saúde e Turismo). Propondo a pré-produção, produção e pós-produção de curtas-metragens, o projeto teve como principais objetivos: estimular a reflexão dos alunos (e dos professores) sobre a história do cinema e a sua função social; reconhecer o cinema como uma manifestação cultural e artística; e desenvolver a literacia fílmica, a sensibilidade estética e o espírito crítico.

O projeto envolveu 16 semanas de trabalho com os alunos. A cada uma das turmas participantes foram atribuídos 90 minutos semanais para a participação nas sessões com os formadores externos. A distribuição dos conteúdos e das atividades pelas 16 semanas procurou um equilíbrio entre abordagens teóricas e práticas, submetidas à ordem e progressão natural das diferentes etapas e cargos de um trabalho profissional de produção fílmica (argumento, produção, realização, direção de fotografia, direção de som, direção de arte, montagem, etc.). Além disso, contemplou a exibição final dos projetos dos alunos num dos principais espaços comunitários da região (Centro de Artes e Cultura de Vila Verde), um fator extra de motivação para o trabalho estudantil e para a consecução dos objetivos pedagógicos e socioculturais do projeto.

Todos os grupos formados foram capazes de produzir uma curta-metragem, desde a idealização da história até às decisões de filmagem e edição do seu filme. Com maior ou menor investimento de tempo não-letivo, as várias equipas encontraram autonomamente as soluções e responsabilizaram-se pelas decisões que conduziram o seu projeto até ao produto final. Ainda que formadores e professores tenham estado sempre presentes para aconselhamento e auxílio em determinadas dificuldades dos alunos (sempre com a consciência de interferir o menos possível com o seu critério criativo), a metodologia revelou-se acertada para envolver os estudantes com um trabalho quase exclusivamente dependente das suas escolhas, das suas posturas e das suas tarefas. Além do mais, permitiu traduzir narrativa e cinematograficamente temas e preocupações próprias das suas vidas pessoais e coletivas, oferecendo-lhes, na arte, um espaço de manifestação, indagação e reflexão colaborativa e partilhada.

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